VAMOS FALAR SOBRE SEXO
Elizabeth Pisani
É difícil saber o que acontece nos relacionamentos das outras pessoas. Mas há um ponto sobre o qual todos nós podemos ter certeza: nossos pais fizeram sexo. A maioria de nós, entretanto, não quer imaginar as explorações amorosas deles, e a maioria dos pais tampouco se preocupa em ficar pensando sobre os detalhes das vidas sexuais de seus filhos. Tudo isso torna a controvérsia sobre educação sexual nas escolas um tanto estranha.
As crianças atualmente aprendem os aspectos técnicos da reprodução nas aulas de ciências. Mas no Reino Unido, a partir de 2011, as crianças de 15 anos receberão educação sexual, quer seus pais queiram ou não, como parte de uma aula obrigatória sobre fatos básicos da vida adulta. Educação pessoal, social, de saúde e econômica (ou PSHE, na sigla em inglês, urgh!) cobre as alegrias e armadilhas dos relacionamentos e do sexo, junto com a segurança na internet, primeiros socorros e os problemas do vício e das gangues. A matéria fará parte do currículo nacional a partir dos cinco anos.
O problema é que os pais poderão optar que seus filhos não recebam essas aulas até os quinze anos. Parece estranho: se esse tipo de educação é importante, porque torná-la opcional durante a maior parte do período de escolarização? Ainda mais surpreendente, 30% dos adultos dizem em pesquisas que acham que os pais deveriam poder negar totalmente o acesso de seus filhos à educação sexual. "Os pais são os primeiros educadores de seus filhos", declarou o Serviço de Educação Católica da Inglaterra e Gales. E ainda assim, a verdade é que o "fator de repulsa" que existe ao pensar sobre seus filhos fazendo sexo torna os pais inapropriados como educadores sexuais. Vemos isso em estudos familiares que envolvem pais e filhos. Se você pergunta aos pais se eles conversaram sobre sexo com seus filhos, uma grande proporção dirá que sim. Se você pergunta às mesmas crianças, a maioria dirá que nunca teve uma conversa do tipo com seus pais. Os pais pensam que algo como "Você aprendeu na aula de biologia como os bebês são feitos? Sim? Então tudo bem" constitui uma conversa sobre sexo. As crianças acham que isso não conta.
Por fim, o debate sobre a educação sexual na Grã-Bretanha fica emperrado num argumento, entre os pais e o Estado, sobre quem faz melhor esse papel. Na realidade, ambos são escolhas imperfeitas - e os pais deveriam estar entusiasmados com o fato de que as escolas estejam assumindo uma parte um pouco maior; isso tira um pouco da responsabilidade deles. Mas só um aumento da educação em classe não é suficiente: os jovens precisam fazer perguntas sem serem ridicularizados por seus colegas, e também checar informações que recebem dos amigos, em geral a fonte mais comum de "educação sexual".
Um sistema muito melhor com frequência é encontrado no mundo em desenvolvimento. Como em Uganda. Aqui a "ssenga", ou tia materna, é designada para contar às garotas que estão próximas ou na puberdade tudo o que elas precisam saber sobre sexo, homens e vida adulta. (Para os meninos, são os avôs que fazem esse papel.) É claro, na maioria dos países ocidentais, as famílias menores significam que poucas garotas de fato têm uma tia materna. Mas os pais podem facilmente designar um adulto confiável que compartilhe sua visão de mundo, goste da criança e possa ser mais objetivo no papel de conselheiro. Estou orgulhosa de ser a ssenga de honra das minhas afilhadas, e faria isso por qualquer outra criança de quem eu goste e que pareça confiar em mim.
Se tudo isso falhar, podemos fazer como fez Uganda; à medida que a epidemia de Aids reduziu o número de tias de sangue, surgiram inúmeros grupos de ssengas profissionais. Elas são treinadas em educação sexual e prevenção do HIV e fornecem conselhos para meninas e meninos. Por uma pequena taxa, seus filhos podem fazer perguntas para um adulto bem informado, evitando que você e ele fiquem envergonhados. Entretanto, uma vez que um em cada oito meninos (e metade disso de meninas) na Grã-Bretanha fazem sexo com 14 anos ou menos, seria um bom conselho encontrar uma ssenga para seu filho antes que ele faça 15 anos.
Este blog tem por finalidade de trazer até você os cursos palestras e divulgação de produtos em geral fazer parceria para ganharmos mais dinheiro e também dizer que estou a disposição para dar palestras relacionados com vendas motivação e palestras bíblicas e muito mais espero o seu convite e só ligar 3461-7496 claro fixo ou 97486104 vivo 86576159 tim
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QUE DEUS TE ABENÇOE MUITO
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
MÉDICO COREANO ENFRENTA AMEAÇAS DE MORTE DEPOIS DE CONVERSÃO PRÓ-VIDA
Médico coreano enfrenta ameaças de morte depois de conversão pró-vida
Peter J. Smith
SEUL, Coréia do Sul, 30 de novembro de 2009 (Notícias Pró-Família) — Depois de duas décadas vendo um grande número de pacientes chorando muitas lágrimas, já bastava para o obstetra Shim Sang-duk, que jurou que nunca mais realizaria abortos, um negócio financeiramente lucrativo na Coréia do Sul, noticiou o jornal Los Angeles Times. Mas recusar realizar abortos num país apelidado de “República do Aborto” carrega um preço excessivo para este médico: Shim tem de viver com ameaças de morte de mulheres que buscam aborto e não são atendidas. Ele também tem de viver sabendo que a perda de lucros provenientes de abortos poderá levar ao encerramento de suas atividades médicas.
Apesar disso, Shim continua fiel à sua decisão e está liderando um movimento de obstetras e ginecologistas para acabar com a prática do aborto na Coréia, transformando a profissão médica e incentivando o governo a impor uma antiga proibição ao aborto que é rotineiramente ignorada desde a década de 1970.
“Com o tempo, parei de sentir emoções”, Shim disse para o Los Angeles Times. “Vim a ver os resultados do meu trabalho exatamente como um pedaço de sangue. Durante a operação, eu sentia da mesma forma como se estivesse tratando cicatrizes e curando doenças”.
Shim atribuiu sua própria mentalidade pró-aborto em parte à antiga política de controle populacional da República da Coréia que durante décadas incentivava a profissão médica a fornecer aborto e contracepção às mulheres coreanas por motivos patrióticos.
“Eu apoiava o argumento do governo de que era certo fazer isso”, continuou Shim. “Era bom para o país. Estimulava a economia”.
O governo agora abandonou essa política, e está freneticamente agindo em direção oposta para salvar a nação de uma implosão demográfica provocada pelos próprios coreanos. Essa implosão ameaça minar a sobrevivência econômica e social da nação.
Contudo, a própria conversão de Shim na questão do aborto ocorreu porque ele observava a conduta das mulheres que haviam feito aborto. Ele notou que a maioria dessas pacientes chorava depois do aborto, mas as lágrimas o perturbavam porque elas eram bem diferentes das lágrimas das mães que haviam dado a luz. “Esse era um tipo diferente de lágrimas”, disse ele.
Shim realizou seu ultimo aborto a pedido de uma paciente antiga que lhe implorou que matasse seu bebê em gestação, muito embora ele já tivesse parado de realizar abortos. Depois de dar a ela aconselhamento extensivo, Shim cedeu, mas a mulher chorou como as outras mulheres, vistas por ele, que haviam feito aborto propositado, e essa foi a última vez que ele quebrou sua regra.
As pacientes que entram no salão de entrada da clínica de Shim podem ler um quadro que explica sua nova perspectiva pró-vida e sua posição na questão do aborto. “Os abortos, que rejeitam a valiosa vida de um feto, são a própria desgraça para o país e para a sociedade, bem como para as mulheres grávidas, famílias e médicos pediatras e ginecologistas”.
O aborto é um negócio lucrativo para os obstetras da Coréia do Sul. Considerando a taxa de natalidade excessivamente baixa (1.09) e a mentalidade de aborto do país, a prática se torna quase necessária do ponto de vista financeiro para os mais de 4.000 médicos pediatras e ginecologistas, pois aproximadamente de 43 por cento a três quartos das gravidezes acabam em abortos propositados, não nascimentos.
O Ministério da Saúde dá as estatísticas oficiais para o aborto em 350.000 bebês abortados por ano, enquanto os partos chegam a 450.000 bebês por ano. Contudo, um exame da Assembléia Nacional revelou em outubro que o número de abortos na Coréia pode ser muito mais elevado: 1.5 milhão por ano.
Aliás, mais de um terço das clínicas de obstetrícia e ginecologia são projetadas para realizar abortos. A Associação Coreana de Obstetrícia e Ginecologia calcula que 60 por cento das clínicas de obstetrícia e ginecologia têm o equipamento para lidar com partos, enquanto o número de clínicas de obstetrícia e ginecologia em funcionamento continua a diminuir sem parar com mais de 200 clínicas tendo fechado suas portas entre 2005 e 2008.
A clínica de obstetrícia e ginecologia de Shim fazia um quarto de seus lucros da realização de abortos, e agora que ele parou de realizá-los, ele diz que muitas pacientes pararam de se consultar com ele — tantas que ele poderá também ter de fechar seu negócio. Algumas fizeram ameaças contra sua vida pelo fato de que ele recusou fazer um aborto nelas.
Apesar disso, Shim disse para o Times que sem aborto, ele se sente como “um jovem médico de novo”.
A fim de lutar contra o aborto tanto nas leis quanto na cultura, Shim fundou uma associação chamada Associação Coreana de Médicos Ginecologistas, que está incentivando outros médicos a abandonarem a prática de abortos e está exortando o cumprimento rigoroso da lei de aborto, com penas para os médicos que violam a lei.
Aproximadamente, 700 médicos deram seu apoio à nova organização, embora Shim tenha dito ao Times que até agora só 30 médicos concordaram em abandonar suas atividades de aborto.
Mesmo assim, a organização tem um site, que destaca as clínicas que não realizam abortos, e recentemente enviou panfletos informativos para 3.400 médicos coreanos lembrando-lhes que a criança em gestação ou “feto” tem o “direito de viver”.
Os esforços de Shim se juntam aos esforços oficiais do governo, que está finalmente aceitando as conseqüências de suas campanhas míopes de controle de população. Na semana passada, o Conselho Presidencial para o Futuro e Visão anunciou um projeto “Aumente o Número de Coreanos”, que dá privilégios e subsídios econômicos para mulheres que têm mais de dois filhos, e considera impor com um grau maior a lei que proíbe quase que totalmente os abortos, a fim de aumentar a taxa de natalidade da Coréia.
“Temos visto uma sociedade que promovia o aborto”, Kwak Seung-jun, líder do Conselho Presidencial, disse para os jornalistas na semana passada. “Há poucas pessoas que percebem que o aborto é ilegal. Temos de trabalhar para criar uma disposição onde o aborto seja desestimulado”.
Veja a cobertura relacionada de LifeSiteNews.com:
Demographic Implosion Spurs Panicked South Korea to Enforce Abortion Law
www.lifesitenews.com/ldn/2009/nov/09112512.html
Shanghai Starts Backpedaling One-Child Policy in Face of Demographic Implosion
http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/jul/09072411.html
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/nov/09113006.html
Copyright © LifeSiteNews.com. Este texto está sob a licença de Creative Commons Attribution-No Derivatives. Você pode republicar este artigo ou partes dele sem solicitar permissão, contanto que o conteúdo não seja alterado e seja claramente atribuído a “Notícias Pró-Família”. Qualquer site que publique textos completos ou grandes partes de artigos de Notícias Pró-Família ou LifeSiteNews.com em português tem a obrigação adicional de incluir um link ativo para “NoticiasProFamilia.blogspot.com”. O link não é exigido para citações. A republicação de artigos de Notícias Pró-Família o LifeSiteNews.com que são originários de outras fontes está sujeita às condições dessas fontes.
POR JULIO SEVERO
Peter J. Smith
SEUL, Coréia do Sul, 30 de novembro de 2009 (Notícias Pró-Família) — Depois de duas décadas vendo um grande número de pacientes chorando muitas lágrimas, já bastava para o obstetra Shim Sang-duk, que jurou que nunca mais realizaria abortos, um negócio financeiramente lucrativo na Coréia do Sul, noticiou o jornal Los Angeles Times. Mas recusar realizar abortos num país apelidado de “República do Aborto” carrega um preço excessivo para este médico: Shim tem de viver com ameaças de morte de mulheres que buscam aborto e não são atendidas. Ele também tem de viver sabendo que a perda de lucros provenientes de abortos poderá levar ao encerramento de suas atividades médicas.
Apesar disso, Shim continua fiel à sua decisão e está liderando um movimento de obstetras e ginecologistas para acabar com a prática do aborto na Coréia, transformando a profissão médica e incentivando o governo a impor uma antiga proibição ao aborto que é rotineiramente ignorada desde a década de 1970.
“Com o tempo, parei de sentir emoções”, Shim disse para o Los Angeles Times. “Vim a ver os resultados do meu trabalho exatamente como um pedaço de sangue. Durante a operação, eu sentia da mesma forma como se estivesse tratando cicatrizes e curando doenças”.
Shim atribuiu sua própria mentalidade pró-aborto em parte à antiga política de controle populacional da República da Coréia que durante décadas incentivava a profissão médica a fornecer aborto e contracepção às mulheres coreanas por motivos patrióticos.
“Eu apoiava o argumento do governo de que era certo fazer isso”, continuou Shim. “Era bom para o país. Estimulava a economia”.
O governo agora abandonou essa política, e está freneticamente agindo em direção oposta para salvar a nação de uma implosão demográfica provocada pelos próprios coreanos. Essa implosão ameaça minar a sobrevivência econômica e social da nação.
Contudo, a própria conversão de Shim na questão do aborto ocorreu porque ele observava a conduta das mulheres que haviam feito aborto. Ele notou que a maioria dessas pacientes chorava depois do aborto, mas as lágrimas o perturbavam porque elas eram bem diferentes das lágrimas das mães que haviam dado a luz. “Esse era um tipo diferente de lágrimas”, disse ele.
Shim realizou seu ultimo aborto a pedido de uma paciente antiga que lhe implorou que matasse seu bebê em gestação, muito embora ele já tivesse parado de realizar abortos. Depois de dar a ela aconselhamento extensivo, Shim cedeu, mas a mulher chorou como as outras mulheres, vistas por ele, que haviam feito aborto propositado, e essa foi a última vez que ele quebrou sua regra.
As pacientes que entram no salão de entrada da clínica de Shim podem ler um quadro que explica sua nova perspectiva pró-vida e sua posição na questão do aborto. “Os abortos, que rejeitam a valiosa vida de um feto, são a própria desgraça para o país e para a sociedade, bem como para as mulheres grávidas, famílias e médicos pediatras e ginecologistas”.
O aborto é um negócio lucrativo para os obstetras da Coréia do Sul. Considerando a taxa de natalidade excessivamente baixa (1.09) e a mentalidade de aborto do país, a prática se torna quase necessária do ponto de vista financeiro para os mais de 4.000 médicos pediatras e ginecologistas, pois aproximadamente de 43 por cento a três quartos das gravidezes acabam em abortos propositados, não nascimentos.
O Ministério da Saúde dá as estatísticas oficiais para o aborto em 350.000 bebês abortados por ano, enquanto os partos chegam a 450.000 bebês por ano. Contudo, um exame da Assembléia Nacional revelou em outubro que o número de abortos na Coréia pode ser muito mais elevado: 1.5 milhão por ano.
Aliás, mais de um terço das clínicas de obstetrícia e ginecologia são projetadas para realizar abortos. A Associação Coreana de Obstetrícia e Ginecologia calcula que 60 por cento das clínicas de obstetrícia e ginecologia têm o equipamento para lidar com partos, enquanto o número de clínicas de obstetrícia e ginecologia em funcionamento continua a diminuir sem parar com mais de 200 clínicas tendo fechado suas portas entre 2005 e 2008.
A clínica de obstetrícia e ginecologia de Shim fazia um quarto de seus lucros da realização de abortos, e agora que ele parou de realizá-los, ele diz que muitas pacientes pararam de se consultar com ele — tantas que ele poderá também ter de fechar seu negócio. Algumas fizeram ameaças contra sua vida pelo fato de que ele recusou fazer um aborto nelas.
Apesar disso, Shim disse para o Times que sem aborto, ele se sente como “um jovem médico de novo”.
A fim de lutar contra o aborto tanto nas leis quanto na cultura, Shim fundou uma associação chamada Associação Coreana de Médicos Ginecologistas, que está incentivando outros médicos a abandonarem a prática de abortos e está exortando o cumprimento rigoroso da lei de aborto, com penas para os médicos que violam a lei.
Aproximadamente, 700 médicos deram seu apoio à nova organização, embora Shim tenha dito ao Times que até agora só 30 médicos concordaram em abandonar suas atividades de aborto.
Mesmo assim, a organização tem um site, que destaca as clínicas que não realizam abortos, e recentemente enviou panfletos informativos para 3.400 médicos coreanos lembrando-lhes que a criança em gestação ou “feto” tem o “direito de viver”.
Os esforços de Shim se juntam aos esforços oficiais do governo, que está finalmente aceitando as conseqüências de suas campanhas míopes de controle de população. Na semana passada, o Conselho Presidencial para o Futuro e Visão anunciou um projeto “Aumente o Número de Coreanos”, que dá privilégios e subsídios econômicos para mulheres que têm mais de dois filhos, e considera impor com um grau maior a lei que proíbe quase que totalmente os abortos, a fim de aumentar a taxa de natalidade da Coréia.
“Temos visto uma sociedade que promovia o aborto”, Kwak Seung-jun, líder do Conselho Presidencial, disse para os jornalistas na semana passada. “Há poucas pessoas que percebem que o aborto é ilegal. Temos de trabalhar para criar uma disposição onde o aborto seja desestimulado”.
Veja a cobertura relacionada de LifeSiteNews.com:
Demographic Implosion Spurs Panicked South Korea to Enforce Abortion Law
www.lifesitenews.com/ldn/2009/nov/09112512.html
Shanghai Starts Backpedaling One-Child Policy in Face of Demographic Implosion
http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/jul/09072411.html
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/nov/09113006.html
Copyright © LifeSiteNews.com. Este texto está sob a licença de Creative Commons Attribution-No Derivatives. Você pode republicar este artigo ou partes dele sem solicitar permissão, contanto que o conteúdo não seja alterado e seja claramente atribuído a “Notícias Pró-Família”. Qualquer site que publique textos completos ou grandes partes de artigos de Notícias Pró-Família ou LifeSiteNews.com em português tem a obrigação adicional de incluir um link ativo para “NoticiasProFamilia.blogspot.com”. O link não é exigido para citações. A republicação de artigos de Notícias Pró-Família o LifeSiteNews.com que são originários de outras fontes está sujeita às condições dessas fontes.
POR JULIO SEVERO
sábado, 27 de junho de 2009
POLÍCIA QUER OUVIR O MÉDICO DE MICHAEL JACKSON
Polícia de Los Angeles tenta ouvir médico pessoal de Michael Jackson
Publicidade
da Efe, em Los Angeles
A polícia de Los Angeles procura o médico Conrad Murray, uma das principais testemunhas da morte de Michael Jackson e cujo depoimento deve ajudar a esclarecer o ocorrido na morte do cantor. O corpo do cantor foi entregue à família na noite desta sexta-feira (26), após a prática da necropsia, informou o porta-voz do Instituto de Medicina Forense de Los Angeles, Ed Winter.
A cobertura completa da morte de Michael Jackson
Murray, médico pessoal do cantor, está desaparecido desde a morte do 'rei do pop', cuja necropsia não esclareceu as causas da morte.
Cliff Schiappa -7.jul.84/AP
Michael Jackson durante turnê em Kansas City em julho de 1984; polícia quer depoimento de médico, que está desaparecido
Michael Jackson durante turnê em Kansas City em julho de 1984; polícia quer depoimento de médico, que está desaparecido
O médico falou com a polícia de Los Angeles na própria quinta, data da morte, mas está em paradeiro desconhecido desde então. Agora, autoridades querem entrar em contato com ele mais uma vez.
Uma porta-voz da polícia disse ontem que o carro do médico foi rebocado da residência de Michael, "porque poderia conter medicamentos ou outras evidências que podem ajudar na investigação".
O site TMZ divulgou a gravação da ligação de emergência feita da casa de Michael para solicitar uma ambulância.
No telefonema, um homem dizia, apressado, que o cantor não respirava e nem estava consciente, e que seu médico pessoal esteve o tempo todo esteve a seu lado (em alusão a Murray).
"Ele precisa de ajuda, não respira, tentamos reanimá-lo, mas não responde", disse uma pessoa não identificada na residência de Michael.
"Temos aqui um médico pessoal junto a ele, mas ele não responde a nada, nem à reanimação cardiopulmonar", afirmou o homem.
Antes do início da autópsia, membros da família Jackson tinham assegurado que o cantor recebeu "uma grande dose de morfina" pouco antes de sua morte, segundo o TMZ.
Murray, que poderia ter aplicado essa injeção em Michael, enviou recentemente uma carta a seus pacientes na qual anunciava que deixaria de tratá-los indefinidamente, de acordo com o TMZ.
"Estou muito triste por deixá-los neste ponto, mas por favor saibam que minha ausência não é permanente", disse o médico na carta.
Exames
Em entrevista realizada na noite desta sexta-feira (26), o porta-voz do IML (Instituto Médico Legal) de Los Angeles, Craig Harvey, afirmou que os testes já realizados não indicaram nenhuma anomalia no corpo de Michael Jackson, nenhum sinal de trauma físico ou violência.
De acordo com o representante, exames adicionais serão realizados e a conclusão sobre a causa da morte do cantor deve demorar de quatro a seis semanas para ser divulgados. O porta-voz informou que antes de concluir os exames, o IML quer ainda ter certeza de que todas as funções os órgãos do corpo de Jackson estavam funcionando corretamente.
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da Efe, em Los Angeles
A polícia de Los Angeles procura o médico Conrad Murray, uma das principais testemunhas da morte de Michael Jackson e cujo depoimento deve ajudar a esclarecer o ocorrido na morte do cantor. O corpo do cantor foi entregue à família na noite desta sexta-feira (26), após a prática da necropsia, informou o porta-voz do Instituto de Medicina Forense de Los Angeles, Ed Winter.
A cobertura completa da morte de Michael Jackson
Murray, médico pessoal do cantor, está desaparecido desde a morte do 'rei do pop', cuja necropsia não esclareceu as causas da morte.
Cliff Schiappa -7.jul.84/AP
Michael Jackson durante turnê em Kansas City em julho de 1984; polícia quer depoimento de médico, que está desaparecido
Michael Jackson durante turnê em Kansas City em julho de 1984; polícia quer depoimento de médico, que está desaparecido
O médico falou com a polícia de Los Angeles na própria quinta, data da morte, mas está em paradeiro desconhecido desde então. Agora, autoridades querem entrar em contato com ele mais uma vez.
Uma porta-voz da polícia disse ontem que o carro do médico foi rebocado da residência de Michael, "porque poderia conter medicamentos ou outras evidências que podem ajudar na investigação".
O site TMZ divulgou a gravação da ligação de emergência feita da casa de Michael para solicitar uma ambulância.
No telefonema, um homem dizia, apressado, que o cantor não respirava e nem estava consciente, e que seu médico pessoal esteve o tempo todo esteve a seu lado (em alusão a Murray).
"Ele precisa de ajuda, não respira, tentamos reanimá-lo, mas não responde", disse uma pessoa não identificada na residência de Michael.
"Temos aqui um médico pessoal junto a ele, mas ele não responde a nada, nem à reanimação cardiopulmonar", afirmou o homem.
Antes do início da autópsia, membros da família Jackson tinham assegurado que o cantor recebeu "uma grande dose de morfina" pouco antes de sua morte, segundo o TMZ.
Murray, que poderia ter aplicado essa injeção em Michael, enviou recentemente uma carta a seus pacientes na qual anunciava que deixaria de tratá-los indefinidamente, de acordo com o TMZ.
"Estou muito triste por deixá-los neste ponto, mas por favor saibam que minha ausência não é permanente", disse o médico na carta.
Exames
Em entrevista realizada na noite desta sexta-feira (26), o porta-voz do IML (Instituto Médico Legal) de Los Angeles, Craig Harvey, afirmou que os testes já realizados não indicaram nenhuma anomalia no corpo de Michael Jackson, nenhum sinal de trauma físico ou violência.
De acordo com o representante, exames adicionais serão realizados e a conclusão sobre a causa da morte do cantor deve demorar de quatro a seis semanas para ser divulgados. O porta-voz informou que antes de concluir os exames, o IML quer ainda ter certeza de que todas as funções os órgãos do corpo de Jackson estavam funcionando corretamente.
terça-feira, 23 de junho de 2009
O PLANO PARA O GOVERNO SOCIALISTA MUNDIAL
O plano para o governo socialista mundial
Cliff Kincaid
Enquanto a insignificante lamúria da ONU sobre o programa de armas nucleares da Coréia do Norte chegou às manchetes, a ONU está avançando com uma conferência mundial para criar a base para o governo mundial financiado por impostos do mundo inteiro. O líder comunista da Assembléia Geral da ONU está liderando a campanha, mas ele está recebendo apoio crucial dos economistas “progressistas” que assessoram o governo de Obama e o Partido Democrático.
A Conferência das Nações Unidas sobre a Crise Financeira e Econômica Mundial e Seu Impacto no Desenvolvimento, anteriormente planejada para 1-3, agora ocorrerá de 24-26 de junho.
O presidente da Assembléia Geral da ONU, Miguel D’Escoto, é o líder da ONU nessas questões de “governo mundial”. Falamos sobre seu papel nas Nações Unidas numa coluna de outubro passado. Agora, até mesmo o jornal The New York Times está prestando atenção ao que esse esquisito está tramando. D’Escoto, disse o Times, crê que a saída da crise financeira internacional “tem de ser fortalecida com todos os tipos de novas instituições, autoridades e assessoria mundial”, inclusive o Fundo de Estímulo Global, o Ministério de Bens Públicos Globais, o Ministério dos Impostos Globais, a Comissão de Segurança de Produtos Financeiros Globais, o Ministério de Controle Financeiro Global, o Ministério de Competição Global, o Conselho Global de Assessores Financeiros e Econômicos, o Conselho de Coordenação Econômica Global e o Conselho Monetário Mundial.
D’Escoto é o ex-ministro das relações exteriores do governo sandinista comunista da Nicarágua. Além disso, ele é padre católico da Ordem Maryknoll. Ele defende a teologia da libertação, de linha marxista, e ganhou o Prêmio da Paz Lênin da antiga União Soviética. D’Escoto também afirma ter um mestrado em ciências pela Faculdade de Jornalismo da Universidade de Colúmbia.
O Times entrevistou Paul Oquist, o chefe de assessoria de D’Escoto para essa conferência, que estava sentado numa cadeira logo abaixo dos retratos de Fidel Castro de Cuba, Hugo Chavez da Venezuela e Daniel Ortega da Nicarágua, entre outros.
O problema é que o Times, em sua história, “Na ONU, um Plano de Recuperação Sandinista”, não mencionou até o 13º parágrafo que a lista oficial da ONU de “especialistas” por trás do plano inclui um economista americano, Joseph E. Stiglitz, um professor ganhador de Prêmio Nobel da Universidade de Colúmbia, que apoiou e contribuiu para a campanha presidencial de Obama e que assessora os parlamentares do Partido Democrático em políticas econômicas.
Stiglitz, que defende a nacionalização dos bancos americanos, é também membro da Comissão Socialista Internacional de Questões Financeiras Globais e seu nome aparece numa lista separada de 15 “assessores especiais” de D’Escoto obtida da ONU pela Inner City Press. Outro nome na lista — Noam Chomsky — faz parte da diretoria de um grupo desmembrado do Partido Comunista, os Comitês de Acordo para a Democracia e Socialismo.
Trabalhando com um lacaio de Fidel Castro
Os assistentes de D’Escoto “apontam freqüentemente para o fato de que o presidente obteve muitas de suas idéias de um grupo de famosos especialistas liderados por um economista americano e ganhador de Nobel, Joseph E. Stiglitz”, observou o Times.
Stiglitz, ex-funcionário de Clinton e contribuinte financeiro do Partido Democrático e seus candidatos, escreveu o livro, Making Globalization Work (Fazendo a Globalização Funcionar), onde ele defende a introdução de uma variedade de planos de impostos globais que custariam bilhões de dólares aos americanos que pagam impostos. Em outubro passado, ele se encontrou a portas fechadas com parlamentares do Partido Democrático, inclusive a presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Nancy Pelosi, para maquinarem o plano de “estímulo” econômico que envolve mais despesas e dívidas federais.
Incrivelmente, Stiglitz foi citado num comunicado da ONU à imprensa em outubro passado, dizendo que as Nações Unidas, que é famosa por sua corrupção, teve de intervir na crise financeira porque era “a única instituição que era inclusiva e tinha legitimidade política…”
Outro desses “especialistas” que o Times esqueceu-se de mencionar foi Robert Johnson, ex-diretor-executivo da Gerência de Fundos Soros e membro da diretoria do Instituto para o Futuro dos EUA, patrocinador da conferência “progressista” de 1-3 de junho em Washington, D.C, que honrará a Dep. Barbara Lee, que é pró-Fidel Castro, e o líder sindical socialista John Sweeney da AFL-CIO.
A Mão de Soros
Johnson também faz parte da diretoria da Aliança Democrática, um rico grupo esquerdista que inclui Soros e está empenhado em “promover a colaboração entre líderes e instituições progressistas…”
O envolvimento de Johnson com a Conferência das Nações Unidas sobre a Crise Financeira e Econômica Mundial demonstra como essa “colaboração” está ocorrendo a nível global e envolve representantes de governos socialistas e comunistas na ONU.
Outros “especialistas” na equipe de D’Escoto vieram da Rússia e China, com um de seus “representantes especiais”, Oswaldo Martinez, identificado apenas como sendo da Cuba comunista, sem nenhuma biografia inclusa. Outro “representante especial” de D’Escoto, o padre jesuíta socialista Francois Houtart, é autor do livro “Socialismo no Século 21”.
Para com essa finalidade, o “Relatório da Comissão de Especialistas do Presidente da Assembléia Geral da ONU sobre Reformas do Sistema Monetário e Financeiro Internacional” levanta a possibilidade de impostos globais para financiar uma das metas legislativas do Presidente Obama quando ele era senador — entregar 0,7 por cento da Renda Interna Bruta como “assistência de desenvolvimento oficial”, ou assistência externa. Essa foi a essência do Decreto de Pobreza Global de Obama, que nunca foi levado para o Senado inteiro votar por causa da crescente consciência pública de que comprometeria os EUA a gastar 845 bilhões de dólares além da assistência externa.
Agenda Global de Impostos
Sob o título de “Fontes Inovadoras de Financiamento” (página 109), o documento da ONU declara que “Por algum tempo, a dificuldade de atingir a meta oficial da ONU de assistência de 0,7 por cento da Renda Interna Bruta de países industriais como assistência de desenvolvimento oficial, bem como a necessidade de financiamento adequado para o fornecimento de bens públicos globais e regionais (construção da paz, luta contra as epidemias globais de saúde, o combate às mudanças climáticas e a sustentação do meio-ambiente global de forma mais geral) gerou propostas de como garantir fontes estáveis de financiamento para esses objetivos”.
Essas propostas, o documento diz, incluem iniciativas envolvendo “taxação para objetivos globais”. O documento acrescenta: “Duas sugestões merecem atenção especial: o imposto sobre o carbono e o imposto sobre transações financeiros”. O imposto global sobre o carbono, diz o documento, poderia gerar 130 bilhões por ano, enquanto estimativas de ganhos com um imposto sobre transações financeiras ficariam entre 15 e 35 bilhões. Outras opções de taxação global foram também examinadas.
No entanto, como D’Escoto e seus “especialistas” avançam com a conferência econômica global da ONU, alguns dos representantes de Obama na missão diplomática americana na ONU parecem ter ficado sensíveis aos freqüentes acessos de esquerdismo patético e retórica antiamericana dos comunistas. Tais comentários poderiam trazer atenção injustificada ao que D’Escoto e outros economistas “progressistas” americanos estão tentando implementar na esfera econômica internacional.
Por exemplo, o jornal The Washington Post noticiou as críticas americanas às declarações de D’Escoto dizendo que o Irã não tem um programa de armas nucleares, exagerando as mortes civis no Iraque e exigindo a liberação de agentes comunistas cubanos presos nos EUA. D’Escoto “freqüentemente abusa de sua posição para seguir sua agenda pessoal, e ao fazer isso ele diminui o ofício que ocupa e prejudica a Assembléia Geral da ONU”, declarou uma autoridade dos EUA.
A notícia do Times sobre a conferência econômica global disse que os críticos de D’Escoto, que são “muitos”, afirmam que algumas das propostas dele — como “impor um imposto internacional em todas as transações financeiras ou substituir o dólar como a moeda da reserva internacional” — “está muito além do papel da ONU”. Mas nenhum desses críticos foi identificado como sendo do governo de Obama ou da missão diplomática americana na ONU. Alguns dos críticos pareciam ser embaixadores de países estrangeiros que estavam revoltados de não terem conseguido participação mais direta na formulação do documento da conferência.
Contudo, além de ser franco demais sobre os planos detalhados para novas instituições globais e o governo mundial que estão sendo esquematizados, pareceria que as metas de D’Escoto e as do governo de Obama correspondem perfeitamente. Talvez seja porque eles tenham os mesmos “especialistas” econômicos e a mesma filosofia marxista.
As Polêmicas Conexões Marxistas de Pelosi
Tal como o presidente, a presidenta da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, não precisa passar por uma investigação detalhada a fim de obter acessos autorizados. Essa brecha legal possibilita ao presidente e aos membros do Congresso automaticamente se qualificarem para acessos autorizados, ainda que tenham controvertidas experiências e amizades, pela virtude do fato de que foram eleitos ao ofício mais elevado em Washington, D.C.
No caso de Pelosi, que é na linhagem a segunda na sucessão para a presidência dos Estados Unidos depois do vice-presidente, há crescente preocupação sobre se dá para se confiar nela com segredos nacionais de segurança. Mas a preocupação não envolve somente suas acusações infundadas contra a CIA acerca do que autoridades lhe disseram sobre o tratamento de terroristas, mas o relacionamento pessoal próximo dela com a Dep. Barbara Lee, que é a favor de Fidel Castro, e da “progressista” família Hallinan, de San Francisco, no passado sob investigação por seus esforços de propaganda pró-soviética. A investigação foi feita pela Subcomissão de Investigação de Atividades Não-Americanas do Senado da Califórnia.
Pelosi usou uma entrevista coletiva de 22 de maio para oferecer outros membros da liderança democrática da Câmara como “escudos humanos” para desviar as questões da imprensa acerca da controvérsia envolvendo a CIA. Eles desconversaram sobre a agenda legislativa esquerdista.
No fim da coletiva à imprensa, quando Pelosi estava tentando deixar a plataforma e já tinha deixado claro que nada mais tinha a dizer sobre o assunto da CIA, um jornalista tentou perguntar sobre a intenção do Dep. Steve King de introduzir uma resolução pedindo que a Câmara dos Deputados suspenda os acessos autorizados de Pelosi até que a controvérsia seja resolvida. O jornalista perguntou: “Você está ciente de que Steve King está pedindo que seus acessos autorizados sejam revogados?” Mas Pelosi se afastou sem comentar.
Com a ajuda da grande mídia, Pelosi está obviamente esperando bloquear investigações adicionais. Num recente programa “Um encontro com a imprensa”, na TV NBC, o colunista esquerdista do jornal Washington Post Eugene Robinson, seguidor da linha do Partido Democrático, declarou que não tinha certeza se ela estava “em tal terrível perigo político” e se “as pessoas subestimam Nancy Pelosi às vezes como política”.
A política Pelosi claramente depende da imprensa para parar de fazer perguntas. Entretanto, já que Pelosi e outras autoridades eleitas não têm de passar por investigações detalhadas, é tarefa dos meios de comunicação realizar essa função. No caso de Pelosi, já passou muito da hora.
Democrata de San Francisco
Pelosi representa a cidade de San Francisco, talvez a cidade mais esquerdista dos EUA, desde 1987, e é amiga bem chegada da Dep. Barbara Lee, que representa as cidades vizinhas de Oakland e Berkeley, Califórnia, e é a defensora mais barulhenta da Cuba comunista no Congresso hoje. Lee, presidente do Comitê de Defesa dos Negros no Congresso, recentemente liderou uma delegação a Cuba para se encontrar com os irmãos Castro para debater a normalização das relações. Mas ela não deu atenção alguma aos dissidentes políticos ou aos presos políticos encarcerados na ilha comunista.
Lee, que chama Pelosi “uma mulher magnífica” e “uma das maiores representantes da Califórnia”, começou sua carreira na Assembléia Legislativa da Califórnia como membro secreto dos Comitês de Acordo para a Democracia e Socialismo, um grupo que se desmembrou do Partido Comunista. Como membro da equipe do Dep. Ron Dellums, Lee colaborou com autoridades comunistas na ilha de Granada, de acordo com documentos capturados após a libertação da ilha nação. Essas revelações não prejudicaram a posição de Lee diante de Pelosi e outros “progressistas”. Aliás, Lee também serviu como presidente do Grupo Progressista do Congresso.
Mas ainda mais interessante do que a conexão de Barbara Lee é a associação e a amizade de longa data de Pelosi com Vincent e Vivian Hallinan, uma das famílias esquerdistas mais radicais de San Francisco durante cinco décadas.
Pelosi os aclamou como “uma das grandes famílias irlandesas de San Francisco” numa declaração de 17 de março de 1999, depois do falecimento de Vivian Hallinan. “Vivian era uma pioneira, mentora e líder”, disse Pelosi. “Nossa comunidade foi abençoada com a presença dela e se lembrará por muito tempo das muitas importantes contribuições dela para melhorar a sociedade. Sentirei falta da minha amiga Vivian”.
Pelosi chamava Vivian Hallinan, que publicamente defendia pontos de vista “socialistas”, como “pioneira” numa “ampla variedade de causas progressistas”.
Mas essas causas incluíam apoio a comunistas na América Central durante a década de 1980, quando grupos financiados por soviéticos e cubanos estavam subvertendo a América Central por meio da violência e do terrorismo e lutando para controlar a região.
Aliás, Pelosi prestou tributo a Vivian Hallinan inserindo no Registro do Congresso um artigo dizendo que ela havia “se oposto à política dos EUA na América Central” durante o governo do Presidente Ronald Reagan, havia “ajudado Daniel Ortega, o líder sandinista [comunista] da Nicarágua”, e tinha se encontrado com o ditador cubano Fidel Castro.
“Ela era um exemplo para muitos de nós”, disse Pelosi. “Se Vincent era o leão, Vivian era a leoa”.
“Minha mãe e Nancy eram muito ligadas”, reconhece Conn Hallinan, um de seus filhos.
Exame minucioso oficial
Os nomes dos Hallinans, inclusive alguns de seus filhos, estão incluídos nos volumes anuais da Subcomissão de Investigação de Atividades Não Americanas do Senado Estadual da Califórnia. A subcomissão era um órgão investigativo bem respeitado que examinou não somente atividades comunistas na Califórnia, mas também grupos direitistas tais como a Sociedade John Birch e os Minutemen.
No caso dos Hallinans, havia muito para se examinar. Vincent Hallinan, advogado que morreu em 1992, foi membro fundador da filial em San Francisco da Associação Nacional de Advogados, oficialmente designada como fachada do Partido Comunista, e defendeu Harry Bridges, membro secreto do Partido Comunista e líder sindical.
Além disso, ele se descrevia como “ateu tempestuoso” que se especializava em ataques à Igreja Católica. Num caso, de acordo com o New York Times, ele “processou a Igreja Católica Romana por fraude, exigindo que ela provasse a existência do céu e do inferno”.
Vincent Hallinan também concorreu para presidente dos EUA na chapa do Partido Progressista, “que foi criado pelo sistema comunista, e estava completamente dominado pelo Partido Comunista do começo ao fim”, disse a subcomissão.
Um relatório da subcomissão de 1961 diz que Vincent Hallinan viajou para a União Soviética com sua esposa para confirmar a legitimidade do julgamento “teatral” comunista de Francis Gary Powers, o piloto americano do U-2 abatido sobre a União Soviética. A missão de Powers havia sido documentar o aumento de mísseis soviéticos. O documento acrescenta: “Os relatos elogiosos que [Vincent] Hallinan faz da União Soviética e seus comentários favoráveis com relação à justiça dispensada a Powers em seu julgamento foram vendidos em grande quantidade pelas livrarias comunistas de San Francisco e Los Angeles”.
Uma edição de 1953 do relatório declara que Vincent Hallinan participou de uma reunião da Comissão para Garantir Justiça no Caso Rosenberg, uma “organização comunista de fachada”. Os Rosenbergs foram comunistas executados por fazer espionagem atômica contra os Estados Unidos em favor da União Soviética.
Mulher rica, Vivian Hallinan havia contribuído financeiramente para uma das campanhas de Pelosi. Suas únicas outras contribuições políticas a nível federal, conforme estão registradas na Comissão Eleitoral Federal, foram para a Senadora Barbara Boxer e para os deputados Barbara Lee e Ron Dellums.
A “Campeã Progressista”
Apesar de seu registro pró-comunismo, Lee foi honrada como “campeã progressista” na “cerimônia de prêmios” de 2 de junho patrocinada pela Campanha pelo Futuro dos EUA, talvez o maior grupo “progressista” dos EUA. A cerimônia, realizada em conjunto com uma conferência, está sendo presidida pela AFL-CIO, cujo presidente, John Sweeney, membro dos Socialistas Democráticos dos EUA, está também sendo honrado; a União Internacional de Empregados de Serviço; a Associação Nacional de Educação; e o produtor de Hollywood Norman Lear, entre outros. Fenton Communications, a empresa de relações públicas que representou George Soros durante sua tentativa de comprar a Casa Branca em 2004, é um dos vários grupos e indivíduos no comitê anfitrião da Cerimônia de Prêmios.
Na conferência do grupo em 2006, Pelosi foi uma atração de destaque, dizendo aos “progressistas” reunidos que se os democratas assumissem o controle do Congresso e a tornassem presidente da Câmara, que os democratas “transformariam o Congresso mais corrupto e fechado da história no mais aberto e honesto da história”.
Mas Pelosi tentou desesperadamente evitar ser aberta e honesta acerca de suas acusações contra a CIA.
Hora de Mudar de Assunto
Um jornalista notou que depois que Pelosi acusou que ela havia sido enganada pela CIA, o líder republicano da Câmara, John Boehner, disse que ela precisava produzir provas ou pedir desculpas, e que o diretor da CIA Leon Panetta havia dito que a CIA não tinha o hábito de enganar o Congresso.
Pelosi respondeu: “Declarei que vou fazer isso. Não tenho nada mais a dizer. Fico firme no que comentei…”
Pressionada a dar mais explicações, ela reiterou: “Não tenho mais nada a dizer sobre isso”.
O The New York Times viu como impressionante o desempenho, declarando que Pelosi foi fiel ao “script” e não sucumbiu “à impaciente horda midiática”.
Isso foi um sinal para o resto da imprensa de que eles deveriam mudar de assunto.
Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com
Cliff Kincaid
Enquanto a insignificante lamúria da ONU sobre o programa de armas nucleares da Coréia do Norte chegou às manchetes, a ONU está avançando com uma conferência mundial para criar a base para o governo mundial financiado por impostos do mundo inteiro. O líder comunista da Assembléia Geral da ONU está liderando a campanha, mas ele está recebendo apoio crucial dos economistas “progressistas” que assessoram o governo de Obama e o Partido Democrático.
A Conferência das Nações Unidas sobre a Crise Financeira e Econômica Mundial e Seu Impacto no Desenvolvimento, anteriormente planejada para 1-3, agora ocorrerá de 24-26 de junho.
O presidente da Assembléia Geral da ONU, Miguel D’Escoto, é o líder da ONU nessas questões de “governo mundial”. Falamos sobre seu papel nas Nações Unidas numa coluna de outubro passado. Agora, até mesmo o jornal The New York Times está prestando atenção ao que esse esquisito está tramando. D’Escoto, disse o Times, crê que a saída da crise financeira internacional “tem de ser fortalecida com todos os tipos de novas instituições, autoridades e assessoria mundial”, inclusive o Fundo de Estímulo Global, o Ministério de Bens Públicos Globais, o Ministério dos Impostos Globais, a Comissão de Segurança de Produtos Financeiros Globais, o Ministério de Controle Financeiro Global, o Ministério de Competição Global, o Conselho Global de Assessores Financeiros e Econômicos, o Conselho de Coordenação Econômica Global e o Conselho Monetário Mundial.
D’Escoto é o ex-ministro das relações exteriores do governo sandinista comunista da Nicarágua. Além disso, ele é padre católico da Ordem Maryknoll. Ele defende a teologia da libertação, de linha marxista, e ganhou o Prêmio da Paz Lênin da antiga União Soviética. D’Escoto também afirma ter um mestrado em ciências pela Faculdade de Jornalismo da Universidade de Colúmbia.
O Times entrevistou Paul Oquist, o chefe de assessoria de D’Escoto para essa conferência, que estava sentado numa cadeira logo abaixo dos retratos de Fidel Castro de Cuba, Hugo Chavez da Venezuela e Daniel Ortega da Nicarágua, entre outros.
O problema é que o Times, em sua história, “Na ONU, um Plano de Recuperação Sandinista”, não mencionou até o 13º parágrafo que a lista oficial da ONU de “especialistas” por trás do plano inclui um economista americano, Joseph E. Stiglitz, um professor ganhador de Prêmio Nobel da Universidade de Colúmbia, que apoiou e contribuiu para a campanha presidencial de Obama e que assessora os parlamentares do Partido Democrático em políticas econômicas.
Stiglitz, que defende a nacionalização dos bancos americanos, é também membro da Comissão Socialista Internacional de Questões Financeiras Globais e seu nome aparece numa lista separada de 15 “assessores especiais” de D’Escoto obtida da ONU pela Inner City Press. Outro nome na lista — Noam Chomsky — faz parte da diretoria de um grupo desmembrado do Partido Comunista, os Comitês de Acordo para a Democracia e Socialismo.
Trabalhando com um lacaio de Fidel Castro
Os assistentes de D’Escoto “apontam freqüentemente para o fato de que o presidente obteve muitas de suas idéias de um grupo de famosos especialistas liderados por um economista americano e ganhador de Nobel, Joseph E. Stiglitz”, observou o Times.
Stiglitz, ex-funcionário de Clinton e contribuinte financeiro do Partido Democrático e seus candidatos, escreveu o livro, Making Globalization Work (Fazendo a Globalização Funcionar), onde ele defende a introdução de uma variedade de planos de impostos globais que custariam bilhões de dólares aos americanos que pagam impostos. Em outubro passado, ele se encontrou a portas fechadas com parlamentares do Partido Democrático, inclusive a presidente da Câmara dos Deputados dos EUA, Nancy Pelosi, para maquinarem o plano de “estímulo” econômico que envolve mais despesas e dívidas federais.
Incrivelmente, Stiglitz foi citado num comunicado da ONU à imprensa em outubro passado, dizendo que as Nações Unidas, que é famosa por sua corrupção, teve de intervir na crise financeira porque era “a única instituição que era inclusiva e tinha legitimidade política…”
Outro desses “especialistas” que o Times esqueceu-se de mencionar foi Robert Johnson, ex-diretor-executivo da Gerência de Fundos Soros e membro da diretoria do Instituto para o Futuro dos EUA, patrocinador da conferência “progressista” de 1-3 de junho em Washington, D.C, que honrará a Dep. Barbara Lee, que é pró-Fidel Castro, e o líder sindical socialista John Sweeney da AFL-CIO.
A Mão de Soros
Johnson também faz parte da diretoria da Aliança Democrática, um rico grupo esquerdista que inclui Soros e está empenhado em “promover a colaboração entre líderes e instituições progressistas…”
O envolvimento de Johnson com a Conferência das Nações Unidas sobre a Crise Financeira e Econômica Mundial demonstra como essa “colaboração” está ocorrendo a nível global e envolve representantes de governos socialistas e comunistas na ONU.
Outros “especialistas” na equipe de D’Escoto vieram da Rússia e China, com um de seus “representantes especiais”, Oswaldo Martinez, identificado apenas como sendo da Cuba comunista, sem nenhuma biografia inclusa. Outro “representante especial” de D’Escoto, o padre jesuíta socialista Francois Houtart, é autor do livro “Socialismo no Século 21”.
Para com essa finalidade, o “Relatório da Comissão de Especialistas do Presidente da Assembléia Geral da ONU sobre Reformas do Sistema Monetário e Financeiro Internacional” levanta a possibilidade de impostos globais para financiar uma das metas legislativas do Presidente Obama quando ele era senador — entregar 0,7 por cento da Renda Interna Bruta como “assistência de desenvolvimento oficial”, ou assistência externa. Essa foi a essência do Decreto de Pobreza Global de Obama, que nunca foi levado para o Senado inteiro votar por causa da crescente consciência pública de que comprometeria os EUA a gastar 845 bilhões de dólares além da assistência externa.
Agenda Global de Impostos
Sob o título de “Fontes Inovadoras de Financiamento” (página 109), o documento da ONU declara que “Por algum tempo, a dificuldade de atingir a meta oficial da ONU de assistência de 0,7 por cento da Renda Interna Bruta de países industriais como assistência de desenvolvimento oficial, bem como a necessidade de financiamento adequado para o fornecimento de bens públicos globais e regionais (construção da paz, luta contra as epidemias globais de saúde, o combate às mudanças climáticas e a sustentação do meio-ambiente global de forma mais geral) gerou propostas de como garantir fontes estáveis de financiamento para esses objetivos”.
Essas propostas, o documento diz, incluem iniciativas envolvendo “taxação para objetivos globais”. O documento acrescenta: “Duas sugestões merecem atenção especial: o imposto sobre o carbono e o imposto sobre transações financeiros”. O imposto global sobre o carbono, diz o documento, poderia gerar 130 bilhões por ano, enquanto estimativas de ganhos com um imposto sobre transações financeiras ficariam entre 15 e 35 bilhões. Outras opções de taxação global foram também examinadas.
No entanto, como D’Escoto e seus “especialistas” avançam com a conferência econômica global da ONU, alguns dos representantes de Obama na missão diplomática americana na ONU parecem ter ficado sensíveis aos freqüentes acessos de esquerdismo patético e retórica antiamericana dos comunistas. Tais comentários poderiam trazer atenção injustificada ao que D’Escoto e outros economistas “progressistas” americanos estão tentando implementar na esfera econômica internacional.
Por exemplo, o jornal The Washington Post noticiou as críticas americanas às declarações de D’Escoto dizendo que o Irã não tem um programa de armas nucleares, exagerando as mortes civis no Iraque e exigindo a liberação de agentes comunistas cubanos presos nos EUA. D’Escoto “freqüentemente abusa de sua posição para seguir sua agenda pessoal, e ao fazer isso ele diminui o ofício que ocupa e prejudica a Assembléia Geral da ONU”, declarou uma autoridade dos EUA.
A notícia do Times sobre a conferência econômica global disse que os críticos de D’Escoto, que são “muitos”, afirmam que algumas das propostas dele — como “impor um imposto internacional em todas as transações financeiras ou substituir o dólar como a moeda da reserva internacional” — “está muito além do papel da ONU”. Mas nenhum desses críticos foi identificado como sendo do governo de Obama ou da missão diplomática americana na ONU. Alguns dos críticos pareciam ser embaixadores de países estrangeiros que estavam revoltados de não terem conseguido participação mais direta na formulação do documento da conferência.
Contudo, além de ser franco demais sobre os planos detalhados para novas instituições globais e o governo mundial que estão sendo esquematizados, pareceria que as metas de D’Escoto e as do governo de Obama correspondem perfeitamente. Talvez seja porque eles tenham os mesmos “especialistas” econômicos e a mesma filosofia marxista.
As Polêmicas Conexões Marxistas de Pelosi
Tal como o presidente, a presidenta da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, não precisa passar por uma investigação detalhada a fim de obter acessos autorizados. Essa brecha legal possibilita ao presidente e aos membros do Congresso automaticamente se qualificarem para acessos autorizados, ainda que tenham controvertidas experiências e amizades, pela virtude do fato de que foram eleitos ao ofício mais elevado em Washington, D.C.
No caso de Pelosi, que é na linhagem a segunda na sucessão para a presidência dos Estados Unidos depois do vice-presidente, há crescente preocupação sobre se dá para se confiar nela com segredos nacionais de segurança. Mas a preocupação não envolve somente suas acusações infundadas contra a CIA acerca do que autoridades lhe disseram sobre o tratamento de terroristas, mas o relacionamento pessoal próximo dela com a Dep. Barbara Lee, que é a favor de Fidel Castro, e da “progressista” família Hallinan, de San Francisco, no passado sob investigação por seus esforços de propaganda pró-soviética. A investigação foi feita pela Subcomissão de Investigação de Atividades Não-Americanas do Senado da Califórnia.
Pelosi usou uma entrevista coletiva de 22 de maio para oferecer outros membros da liderança democrática da Câmara como “escudos humanos” para desviar as questões da imprensa acerca da controvérsia envolvendo a CIA. Eles desconversaram sobre a agenda legislativa esquerdista.
No fim da coletiva à imprensa, quando Pelosi estava tentando deixar a plataforma e já tinha deixado claro que nada mais tinha a dizer sobre o assunto da CIA, um jornalista tentou perguntar sobre a intenção do Dep. Steve King de introduzir uma resolução pedindo que a Câmara dos Deputados suspenda os acessos autorizados de Pelosi até que a controvérsia seja resolvida. O jornalista perguntou: “Você está ciente de que Steve King está pedindo que seus acessos autorizados sejam revogados?” Mas Pelosi se afastou sem comentar.
Com a ajuda da grande mídia, Pelosi está obviamente esperando bloquear investigações adicionais. Num recente programa “Um encontro com a imprensa”, na TV NBC, o colunista esquerdista do jornal Washington Post Eugene Robinson, seguidor da linha do Partido Democrático, declarou que não tinha certeza se ela estava “em tal terrível perigo político” e se “as pessoas subestimam Nancy Pelosi às vezes como política”.
A política Pelosi claramente depende da imprensa para parar de fazer perguntas. Entretanto, já que Pelosi e outras autoridades eleitas não têm de passar por investigações detalhadas, é tarefa dos meios de comunicação realizar essa função. No caso de Pelosi, já passou muito da hora.
Democrata de San Francisco
Pelosi representa a cidade de San Francisco, talvez a cidade mais esquerdista dos EUA, desde 1987, e é amiga bem chegada da Dep. Barbara Lee, que representa as cidades vizinhas de Oakland e Berkeley, Califórnia, e é a defensora mais barulhenta da Cuba comunista no Congresso hoje. Lee, presidente do Comitê de Defesa dos Negros no Congresso, recentemente liderou uma delegação a Cuba para se encontrar com os irmãos Castro para debater a normalização das relações. Mas ela não deu atenção alguma aos dissidentes políticos ou aos presos políticos encarcerados na ilha comunista.
Lee, que chama Pelosi “uma mulher magnífica” e “uma das maiores representantes da Califórnia”, começou sua carreira na Assembléia Legislativa da Califórnia como membro secreto dos Comitês de Acordo para a Democracia e Socialismo, um grupo que se desmembrou do Partido Comunista. Como membro da equipe do Dep. Ron Dellums, Lee colaborou com autoridades comunistas na ilha de Granada, de acordo com documentos capturados após a libertação da ilha nação. Essas revelações não prejudicaram a posição de Lee diante de Pelosi e outros “progressistas”. Aliás, Lee também serviu como presidente do Grupo Progressista do Congresso.
Mas ainda mais interessante do que a conexão de Barbara Lee é a associação e a amizade de longa data de Pelosi com Vincent e Vivian Hallinan, uma das famílias esquerdistas mais radicais de San Francisco durante cinco décadas.
Pelosi os aclamou como “uma das grandes famílias irlandesas de San Francisco” numa declaração de 17 de março de 1999, depois do falecimento de Vivian Hallinan. “Vivian era uma pioneira, mentora e líder”, disse Pelosi. “Nossa comunidade foi abençoada com a presença dela e se lembrará por muito tempo das muitas importantes contribuições dela para melhorar a sociedade. Sentirei falta da minha amiga Vivian”.
Pelosi chamava Vivian Hallinan, que publicamente defendia pontos de vista “socialistas”, como “pioneira” numa “ampla variedade de causas progressistas”.
Mas essas causas incluíam apoio a comunistas na América Central durante a década de 1980, quando grupos financiados por soviéticos e cubanos estavam subvertendo a América Central por meio da violência e do terrorismo e lutando para controlar a região.
Aliás, Pelosi prestou tributo a Vivian Hallinan inserindo no Registro do Congresso um artigo dizendo que ela havia “se oposto à política dos EUA na América Central” durante o governo do Presidente Ronald Reagan, havia “ajudado Daniel Ortega, o líder sandinista [comunista] da Nicarágua”, e tinha se encontrado com o ditador cubano Fidel Castro.
“Ela era um exemplo para muitos de nós”, disse Pelosi. “Se Vincent era o leão, Vivian era a leoa”.
“Minha mãe e Nancy eram muito ligadas”, reconhece Conn Hallinan, um de seus filhos.
Exame minucioso oficial
Os nomes dos Hallinans, inclusive alguns de seus filhos, estão incluídos nos volumes anuais da Subcomissão de Investigação de Atividades Não Americanas do Senado Estadual da Califórnia. A subcomissão era um órgão investigativo bem respeitado que examinou não somente atividades comunistas na Califórnia, mas também grupos direitistas tais como a Sociedade John Birch e os Minutemen.
No caso dos Hallinans, havia muito para se examinar. Vincent Hallinan, advogado que morreu em 1992, foi membro fundador da filial em San Francisco da Associação Nacional de Advogados, oficialmente designada como fachada do Partido Comunista, e defendeu Harry Bridges, membro secreto do Partido Comunista e líder sindical.
Além disso, ele se descrevia como “ateu tempestuoso” que se especializava em ataques à Igreja Católica. Num caso, de acordo com o New York Times, ele “processou a Igreja Católica Romana por fraude, exigindo que ela provasse a existência do céu e do inferno”.
Vincent Hallinan também concorreu para presidente dos EUA na chapa do Partido Progressista, “que foi criado pelo sistema comunista, e estava completamente dominado pelo Partido Comunista do começo ao fim”, disse a subcomissão.
Um relatório da subcomissão de 1961 diz que Vincent Hallinan viajou para a União Soviética com sua esposa para confirmar a legitimidade do julgamento “teatral” comunista de Francis Gary Powers, o piloto americano do U-2 abatido sobre a União Soviética. A missão de Powers havia sido documentar o aumento de mísseis soviéticos. O documento acrescenta: “Os relatos elogiosos que [Vincent] Hallinan faz da União Soviética e seus comentários favoráveis com relação à justiça dispensada a Powers em seu julgamento foram vendidos em grande quantidade pelas livrarias comunistas de San Francisco e Los Angeles”.
Uma edição de 1953 do relatório declara que Vincent Hallinan participou de uma reunião da Comissão para Garantir Justiça no Caso Rosenberg, uma “organização comunista de fachada”. Os Rosenbergs foram comunistas executados por fazer espionagem atômica contra os Estados Unidos em favor da União Soviética.
Mulher rica, Vivian Hallinan havia contribuído financeiramente para uma das campanhas de Pelosi. Suas únicas outras contribuições políticas a nível federal, conforme estão registradas na Comissão Eleitoral Federal, foram para a Senadora Barbara Boxer e para os deputados Barbara Lee e Ron Dellums.
A “Campeã Progressista”
Apesar de seu registro pró-comunismo, Lee foi honrada como “campeã progressista” na “cerimônia de prêmios” de 2 de junho patrocinada pela Campanha pelo Futuro dos EUA, talvez o maior grupo “progressista” dos EUA. A cerimônia, realizada em conjunto com uma conferência, está sendo presidida pela AFL-CIO, cujo presidente, John Sweeney, membro dos Socialistas Democráticos dos EUA, está também sendo honrado; a União Internacional de Empregados de Serviço; a Associação Nacional de Educação; e o produtor de Hollywood Norman Lear, entre outros. Fenton Communications, a empresa de relações públicas que representou George Soros durante sua tentativa de comprar a Casa Branca em 2004, é um dos vários grupos e indivíduos no comitê anfitrião da Cerimônia de Prêmios.
Na conferência do grupo em 2006, Pelosi foi uma atração de destaque, dizendo aos “progressistas” reunidos que se os democratas assumissem o controle do Congresso e a tornassem presidente da Câmara, que os democratas “transformariam o Congresso mais corrupto e fechado da história no mais aberto e honesto da história”.
Mas Pelosi tentou desesperadamente evitar ser aberta e honesta acerca de suas acusações contra a CIA.
Hora de Mudar de Assunto
Um jornalista notou que depois que Pelosi acusou que ela havia sido enganada pela CIA, o líder republicano da Câmara, John Boehner, disse que ela precisava produzir provas ou pedir desculpas, e que o diretor da CIA Leon Panetta havia dito que a CIA não tinha o hábito de enganar o Congresso.
Pelosi respondeu: “Declarei que vou fazer isso. Não tenho nada mais a dizer. Fico firme no que comentei…”
Pressionada a dar mais explicações, ela reiterou: “Não tenho mais nada a dizer sobre isso”.
O The New York Times viu como impressionante o desempenho, declarando que Pelosi foi fiel ao “script” e não sucumbiu “à impaciente horda midiática”.
Isso foi um sinal para o resto da imprensa de que eles deveriam mudar de assunto.
Traduzido e adaptado por Julio Severo: www.juliosevero.com
quinta-feira, 18 de junho de 2009
CIRO GOMES CANDIDATO AO GOVERNO DE SÃO PAULO SERÁ!2010
Ciro Gomes diz estar "pensando" sobre candidatura ao governo de SP
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TATHIANA BARBAR
da Folha Online
O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) admitiu nesta quinta-feira estar "pensando" na possibilidade de disputar o governo de São Paulo em 2010, mas afirmou que deseja ser candidato à Presidência.
"Quero ser candidato a presidente do Brasil", disse Ciro no 11º Congresso dos Metalúrgicos de São Paulo.
Segundo ele, a cogitação de uma eventual candidatura em São Paulo é um "plano rigoroso de especulação". "Estou pensando. [A ideia] é complexa, inusitada, totalmente fora dos meus planos."
Mercadante diz que PT tem grandes nomes ao governo de SP e descarta concorrer
Genoino recomenda arquivamento da PEC do 3º mandato; leia íntegra do parecer
O deputado disse ainda que os tucanos mantêm hegemonia no governo de São Paulo desde a eleição de 1994, e afirmou que seus aliados paulistas querem uma alternativa a um projeto que cansou. "Há uma elite no poder, com modelo conservador."
Ciro afirmou também acreditar que Geraldo Alckmin, ex-governador e atual secretário de Desenvolvimento de São Paulo, é mais forte do que o secretário Aloysio Nunes (Casa Civil) na disputa estadual. "Pelo menos é o que as pesquisas indicam."
Ele ainda comentou sobre a pré-candidata do PT à sucessão presidencial, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.
"Ela é uma pessoa extraordinária, uma mulher de valor, companheira, amiga, já trabalhamos juntos, tem todas as qualidades", afirmou. O parlamentar, no entanto, evitou comentar sobre a possibilidade de sair como vice na chapa petista em 2010.
Ciro disse que os rumores de que pode disputar o governo paulista seriam para tirá-lo da disputa à Presidência.
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TATHIANA BARBAR
da Folha Online
O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) admitiu nesta quinta-feira estar "pensando" na possibilidade de disputar o governo de São Paulo em 2010, mas afirmou que deseja ser candidato à Presidência.
"Quero ser candidato a presidente do Brasil", disse Ciro no 11º Congresso dos Metalúrgicos de São Paulo.
Segundo ele, a cogitação de uma eventual candidatura em São Paulo é um "plano rigoroso de especulação". "Estou pensando. [A ideia] é complexa, inusitada, totalmente fora dos meus planos."
Mercadante diz que PT tem grandes nomes ao governo de SP e descarta concorrer
Genoino recomenda arquivamento da PEC do 3º mandato; leia íntegra do parecer
O deputado disse ainda que os tucanos mantêm hegemonia no governo de São Paulo desde a eleição de 1994, e afirmou que seus aliados paulistas querem uma alternativa a um projeto que cansou. "Há uma elite no poder, com modelo conservador."
Ciro afirmou também acreditar que Geraldo Alckmin, ex-governador e atual secretário de Desenvolvimento de São Paulo, é mais forte do que o secretário Aloysio Nunes (Casa Civil) na disputa estadual. "Pelo menos é o que as pesquisas indicam."
Ele ainda comentou sobre a pré-candidata do PT à sucessão presidencial, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.
"Ela é uma pessoa extraordinária, uma mulher de valor, companheira, amiga, já trabalhamos juntos, tem todas as qualidades", afirmou. O parlamentar, no entanto, evitou comentar sobre a possibilidade de sair como vice na chapa petista em 2010.
Ciro disse que os rumores de que pode disputar o governo paulista seriam para tirá-lo da disputa à Presidência.
PALANQUE PARA SERRA NA BAHIA PARA 2010
DEM e PSDB na Bahia fecham aliança e criam palanque para Serra em 2010
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da Folha Online
O PSDB e o DEM na Bahia fecharam ontem em Salvador uma aliança inédita para as eleições de 2010. A intenção dos partidos é se unir para tirar do poder o petista Jaques Wagner, atual governador do Estado, e eleger um presidente tucano.
Aliados históricos em quase todo o país, essa é a primeira vez que as legendas se unem na Bahia para trabalhar pelas candidaturas dos mesmos nomes tanto para a Presidência da República quanto para o governo estadual. Antes, os tucanos eram resistentes ao antigo manda-chuva baiano do então PFL --hoje DEM--, Antonio Carlos Magalhães, morto em 2007.
A aliança oficializada ontem foi costurada uma semana antes pelo governador de São Paulo, José Serra (PSDB). A expectativa é de que o DEM baiano apoie Serra na queda-de-braço entre ele e o também tucano governador de Minas Gerais, Aécio Neves, pela escolha do candidato do PSDB à presidência.
Em troca, o candidato da aliança para o governo --que deve contar ainda com o apoio do PR e do PPS-- deve ser o presidente do DEM na Bahia, o ex-governador Paulo Souto. "Nós temos a responsabilidade de representar uma imensa parcela da população que está decepcionada com o governo que está aí", afirmou Souto durante o anúncio.
Já o presidente estadual do PSDB, Antônio Imbassahy, disse que a aliança só reflete a relação entre as duas siglas no restante do Brasil. "Estamos reproduzindo aqui no Estado uma união que já existe no plano nacional", disse.
Aécio Neves
Hoje, Aécio minimizou o acordo costurado por Serra. "Ele [Serra] está fazendo muito bem. Todas essas alianças, obviamente, atendem aos interesses do PSDB. Uns parecem com uma paternidade maior sobre essa ou aquela ação e isso é o menos importante. Todos nós temos conversado intensamente sobre essas questões", afirmou.
De acordo com ele, não há "preocupação com a paternidade de nenhuma aliança regional", mas em firmá-las para "desalento" de seus adversários.
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da Folha Online
O PSDB e o DEM na Bahia fecharam ontem em Salvador uma aliança inédita para as eleições de 2010. A intenção dos partidos é se unir para tirar do poder o petista Jaques Wagner, atual governador do Estado, e eleger um presidente tucano.
Aliados históricos em quase todo o país, essa é a primeira vez que as legendas se unem na Bahia para trabalhar pelas candidaturas dos mesmos nomes tanto para a Presidência da República quanto para o governo estadual. Antes, os tucanos eram resistentes ao antigo manda-chuva baiano do então PFL --hoje DEM--, Antonio Carlos Magalhães, morto em 2007.
A aliança oficializada ontem foi costurada uma semana antes pelo governador de São Paulo, José Serra (PSDB). A expectativa é de que o DEM baiano apoie Serra na queda-de-braço entre ele e o também tucano governador de Minas Gerais, Aécio Neves, pela escolha do candidato do PSDB à presidência.
Em troca, o candidato da aliança para o governo --que deve contar ainda com o apoio do PR e do PPS-- deve ser o presidente do DEM na Bahia, o ex-governador Paulo Souto. "Nós temos a responsabilidade de representar uma imensa parcela da população que está decepcionada com o governo que está aí", afirmou Souto durante o anúncio.
Já o presidente estadual do PSDB, Antônio Imbassahy, disse que a aliança só reflete a relação entre as duas siglas no restante do Brasil. "Estamos reproduzindo aqui no Estado uma união que já existe no plano nacional", disse.
Aécio Neves
Hoje, Aécio minimizou o acordo costurado por Serra. "Ele [Serra] está fazendo muito bem. Todas essas alianças, obviamente, atendem aos interesses do PSDB. Uns parecem com uma paternidade maior sobre essa ou aquela ação e isso é o menos importante. Todos nós temos conversado intensamente sobre essas questões", afirmou.
De acordo com ele, não há "preocupação com a paternidade de nenhuma aliança regional", mas em firmá-las para "desalento" de seus adversários.
SUPREMO DERRUBA EXIGÊNCIA DO DIPLOMA PARA JORNALISTAS
Supremo derruba exigência do diploma para jornalistas
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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília
Por 8 a 1, o STF (Supremo Tribunal Federal) derrubou hoje a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Só o ministro Marco Aurélio Mello votou pela manutenção do diploma.
O primeiro a votar foi o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, relator do caso. Mendes defendeu a extinção da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista.
Na avaliação do presidente do STF, o decreto-lei 972/69, que estabelece que o diploma é necessário para o exercício da profissão de jornalista, não atende aos critérios da Constituição de 1988 para a regulamentação de profissões.
Mendes disse que o diploma para a profissão de jornalista não garante que não haverá danos irreparáveis ou prejudicar direitos alheios.
"Quando uma noticia não é verídica ela não será evitada pela exigência de que os jornalistas frequentem um curso de formação. É diferente de um motorista que coloca em risco a coletividade. A profissão de jornalista não oferece perigo de dano à coletividade tais como medicina, engenharia, advocacia nesse sentido por não implicar tais riscos não poderia exigir um diploma para exercer a profissão. Não há razão para se acreditar que a exigência do diploma seja a forma mais adequada para evitar o exercício abusivo da profissão", disse.
O voto de Mendes foi seguido pelos ministros Carmen Lucia, Eros Grau, Ricardo Lewandowski, Ayres Britto, Cezar Peluso, Ellen Gracie e Celso Mello.
"Esse decreto é mais um entulho do autoritarismo da ditadura militar que pretendia controlar as informações e afastar da redação dos veículos os intelectuais e pensadores que trabalhavam de forma isenta", disse Lewandowski.
Os ministros do STF aceitaram o recurso interposto pelo Sertesp (Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo) e Ministério Público Federal contra a obrigatoriedade do diploma.
Em novembro de 2006, o ministro Gilmar Mendes, relator do caso, havia decidido liminarmente pela garantia do exercício da atividade jornalística aos que já atuavam na profissão independentemente de registro no Ministério do Trabalho ou de diploma de curso superior na área. Hoje, o plenário confirmou a decisão.
Argumentos
A advogada do Sertesp, Tais Gasparian, argumentou aos ministros que a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo é inconstitucional porque a Constituição de 1988 garante a liberdade de expressão e do livre pensamento. Ela disse ainda que a profissão de jornalista não depende de conhecimentos técnicos.
"A profissão não depende de um conhecimento técnico específico. A profissão de jornalista é desprovida de técnicas. É uma profissão intelectual ligada ao ramo do conhecimento humano, ligado ao domínio da linguagem, procedimentos vastos do campo do conhecimento humano, como o compromisso com a informação, a curiosidade. A obtenção dessas medidas não ocorre nos bancos de uma faculdade de jornalismo."
A advogada afirmou ainda que em outros países, como Estados Unidos, França Itália e Alemanha, não há a exigência do diploma. "Nos EUA, a maioria esmagadora dos jornalistas é formada em escola, mas nem por isso se obriga a exigência de diploma", afirmou.
Já o advogado da Fenaj, João Roberto Fontes, saiu em defesa do diploma. Ele disse que há a necessidade do diploma para garantir a boa prática do jornalismo. "A exigência do diploma não impede ninguém de escrever em jornal. Não é exigido diploma para escrever em jornal, mas para exercer em período integral a profissão de jornalista. O jornalismo já foi chamado de quarto Poder da República. Será que não é necessário o conhecimento específico para ter poder desta envergadura? Um artigo escrito por um inepto poderá ter um efeito devastador e transformar leitores em vítimas da má informação", afirmou.
O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, por sua vez, disse que a obrigatoriedade do diploma pode prejudicar a informação do leitor.
"Não se pode fechar os olhos para o fato de que jornalismo é uma atividade multidisciplinar e que muitas notícias e artigos são prejudicados porque são produzidos apenas por um jornalista especialista em ser jornalista, sendo que em muitos casos essa informação poderia ter sido produzida por um jornalista com outras formações, com formação específica em medicina, em botânica, com grande formação acadêmica, mas que não pode exercer o jornalismo porque não tem diploma. Não se pode desprezar esse contexto", disse.
Lei de Imprensa
No final de abril, o Supremo decidiu revogar a Lei de Imprensa, criada no regime militar. Com isso, os jornalistas e os meios de comunicação serão processados e julgados com base nos artigos da Constituição Federal e dos Códigos Civil e Penal.
Nos crimes contra a honra --calúnia, injúria e difamação--, o julgamento será feito com base no Código Penal, que tem punição mais branda que a Lei de Imprensa. Já os pedidos de indenização por danos morais e materiais serão julgados com base no Código Civil.
O direito de resposta, segundo o ministro do STF Menezes de Direito, não precisa de regulação pois já está previsto na Constituição, em seu artigo 5.
Já o presidente do STF, Gilmar Mendes, defendeu uma norma específica para tratar do direito de resposta. 'Não basta que a resposta seja no mesmo tempo, mas isso tem que ser normatizado. Vamos criar um vácuo? Esse é o único instrumento de defesa do cidadão.'
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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília
Por 8 a 1, o STF (Supremo Tribunal Federal) derrubou hoje a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Só o ministro Marco Aurélio Mello votou pela manutenção do diploma.
O primeiro a votar foi o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, relator do caso. Mendes defendeu a extinção da obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista.
Na avaliação do presidente do STF, o decreto-lei 972/69, que estabelece que o diploma é necessário para o exercício da profissão de jornalista, não atende aos critérios da Constituição de 1988 para a regulamentação de profissões.
Mendes disse que o diploma para a profissão de jornalista não garante que não haverá danos irreparáveis ou prejudicar direitos alheios.
"Quando uma noticia não é verídica ela não será evitada pela exigência de que os jornalistas frequentem um curso de formação. É diferente de um motorista que coloca em risco a coletividade. A profissão de jornalista não oferece perigo de dano à coletividade tais como medicina, engenharia, advocacia nesse sentido por não implicar tais riscos não poderia exigir um diploma para exercer a profissão. Não há razão para se acreditar que a exigência do diploma seja a forma mais adequada para evitar o exercício abusivo da profissão", disse.
O voto de Mendes foi seguido pelos ministros Carmen Lucia, Eros Grau, Ricardo Lewandowski, Ayres Britto, Cezar Peluso, Ellen Gracie e Celso Mello.
"Esse decreto é mais um entulho do autoritarismo da ditadura militar que pretendia controlar as informações e afastar da redação dos veículos os intelectuais e pensadores que trabalhavam de forma isenta", disse Lewandowski.
Os ministros do STF aceitaram o recurso interposto pelo Sertesp (Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo) e Ministério Público Federal contra a obrigatoriedade do diploma.
Em novembro de 2006, o ministro Gilmar Mendes, relator do caso, havia decidido liminarmente pela garantia do exercício da atividade jornalística aos que já atuavam na profissão independentemente de registro no Ministério do Trabalho ou de diploma de curso superior na área. Hoje, o plenário confirmou a decisão.
Argumentos
A advogada do Sertesp, Tais Gasparian, argumentou aos ministros que a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo é inconstitucional porque a Constituição de 1988 garante a liberdade de expressão e do livre pensamento. Ela disse ainda que a profissão de jornalista não depende de conhecimentos técnicos.
"A profissão não depende de um conhecimento técnico específico. A profissão de jornalista é desprovida de técnicas. É uma profissão intelectual ligada ao ramo do conhecimento humano, ligado ao domínio da linguagem, procedimentos vastos do campo do conhecimento humano, como o compromisso com a informação, a curiosidade. A obtenção dessas medidas não ocorre nos bancos de uma faculdade de jornalismo."
A advogada afirmou ainda que em outros países, como Estados Unidos, França Itália e Alemanha, não há a exigência do diploma. "Nos EUA, a maioria esmagadora dos jornalistas é formada em escola, mas nem por isso se obriga a exigência de diploma", afirmou.
Já o advogado da Fenaj, João Roberto Fontes, saiu em defesa do diploma. Ele disse que há a necessidade do diploma para garantir a boa prática do jornalismo. "A exigência do diploma não impede ninguém de escrever em jornal. Não é exigido diploma para escrever em jornal, mas para exercer em período integral a profissão de jornalista. O jornalismo já foi chamado de quarto Poder da República. Será que não é necessário o conhecimento específico para ter poder desta envergadura? Um artigo escrito por um inepto poderá ter um efeito devastador e transformar leitores em vítimas da má informação", afirmou.
O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, por sua vez, disse que a obrigatoriedade do diploma pode prejudicar a informação do leitor.
"Não se pode fechar os olhos para o fato de que jornalismo é uma atividade multidisciplinar e que muitas notícias e artigos são prejudicados porque são produzidos apenas por um jornalista especialista em ser jornalista, sendo que em muitos casos essa informação poderia ter sido produzida por um jornalista com outras formações, com formação específica em medicina, em botânica, com grande formação acadêmica, mas que não pode exercer o jornalismo porque não tem diploma. Não se pode desprezar esse contexto", disse.
Lei de Imprensa
No final de abril, o Supremo decidiu revogar a Lei de Imprensa, criada no regime militar. Com isso, os jornalistas e os meios de comunicação serão processados e julgados com base nos artigos da Constituição Federal e dos Códigos Civil e Penal.
Nos crimes contra a honra --calúnia, injúria e difamação--, o julgamento será feito com base no Código Penal, que tem punição mais branda que a Lei de Imprensa. Já os pedidos de indenização por danos morais e materiais serão julgados com base no Código Civil.
O direito de resposta, segundo o ministro do STF Menezes de Direito, não precisa de regulação pois já está previsto na Constituição, em seu artigo 5.
Já o presidente do STF, Gilmar Mendes, defendeu uma norma específica para tratar do direito de resposta. 'Não basta que a resposta seja no mesmo tempo, mas isso tem que ser normatizado. Vamos criar um vácuo? Esse é o único instrumento de defesa do cidadão.'
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